Apoio de lingua portuguesa ao alunos africanos
A profa. Graca Fernandes se coloca a disposicao para ajudar os estudantes africanos em suas dificuldades com o portugues brasileiro para os testes de admissão. Os interessados devem entrar em contato diretamente com ela pelos telefones: 9115-7024, 8492-4820, ou via
e-mail: gracelima36@yahoo.com.br
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Como foi pedido no nosso último encontro, estamos convidando a todos para uma palestra/ discussão sobre o mês de novembro e a consciência negra. Será no dia 25 de outubro as 17 horas na Casa Brasil África. Este evento faz parte dos preparativos para as atividades conjuntas da Casa Brasil África com os estudantes africanos e Caribenhos para o mês de Novembro.
Venham e tragam seus amigos !!!
Venham e tragam seus amigos !!!
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Cabo Verde pretende promover o país como produto turístico
Da Redação, com Panapress
18/10/2013 12:30
A ideia é desenvolver o turismo em várias vertentes, como o cultural, ecológico, de saúde e desportivo. Até o próximo fim de semana ocorre no arquipélago o VI Encontro Internacional de Turismo.
Pitt Reitmaier

Praia - De acordo com o presidente da Câmara do Turismo, Diniz Fonseca, o turismo cabo-verdiano não se esgota no segmento "sol, praia e mar" e, mesmo este, "ainda está longe de ser consolidado".
Ele participa do VI Encontro Internacional de Turismo (EITU), que começou ontem e segue até este fim de semana, cujo intuito é promover a marca "Cabo Verde" como produto turístico.
Fonseca considera ser fundamental pensar como desenvolver o turismo em várias vertentes, como o cultural, ecológico, de saúde e desportivo. No entanto, considera que enveredar por outros caminhos não competitivos e onerosos pode não ser a melhor solução para a promoção do turismo no arquipélago.
"O nosso caminho é o turismo aliado à nossa cultura, duas preciosidades que já temos nas nossas mãos e constituem o caminho certo para o almejado crescimento económico e social no país tendo em conta o seu grau de competitividade a nível mundial", sustentou.
Enquanto representante da Câmara do Turismo aproveitou a oportunidade para fazer um alerta a toda a sociedade para a necessidade de se caminhar e agir de forma "inteligente e concertada" sobre este setor vital para o presente e o futuro de Cabo Verde e do seu povo.
Os dados do último barómetro da Organização Mundial do Turismo (OMT) de 2012 indicam que Cabo Verde regista a maior taxa de crescimento (27%) de chegadas de turistas de África Subsariana.
O número de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros no país registou igualmente um aumento de 18,5% no primeiro trimestre de 2013, face ao mesmo período de 2012.
ANGOLA
Deserto do Namibe disputa lugar entre as sete maravilhas naturais de Angola
Da Redação, com Angop
21/10/2013 11:45
O Deserto do Namibe, na sua extensão em território angolano, contempla, entre outros locais de referência, o Parque Nacional do Yona, a Reserva Especial do Namibe, a Baía dos Tigres e as lagoas de Arco e do Carvalhão.

Luanda - A província do Namibe apresenta-se no concurso sete maravilhas naturais de Angola com duas candidatas, nomeadamente o Deserto do Namibe e a Serra da Leba.
Concorrendo na categoria de áreas protegidas, o Deserto do Namibe, na sua extensão em território angolano, contempla, entre outros locais de referência, o Parque Nacional do Yona, a Reserva Especial do Namibe, a Baía dos Tigres e as lagoas de Arco e do Carvalhão.
É um deserto partilhado entre a Namíbia e o sudoeste de Angola e faz parte do Namib-Naukluft National Park, a maior reserva de caça em África. É considerado como sendo o mais antigo deserto do mundo, tendo permanecido em condições áridas ou semi-áridas há pelo menos 55 milhões de anos.
Abunda a Welwitschia Mirabilis, planta que pode atingir mais de mil anos de vida. A maior Welwitschia conhecida, apelidada de "A grande Welwitschia", mede 1.4 metros de altura e mais de 4 metros de diâmetro.
O concurso sete maravilhas naturais de Angola, lançado no dia 17 de Julho pela organização "National 7 wonders", seleccionou as 27 maravilhas das 200 candidatas apresentadas a um conselho científico onde participaram representantes do Ministério da Cultura, Ambiente, Hotelaria e Turismo e outras entidades singulares.
Das 27 maravilhas candidatas para as "sete maravilhas naturais de Angola" constam a Bacia do Okavango, na província do Kuando-Kubango, Barra do Dande (Bengo), as Cachoeiras do Binga (Kwanza-Sul), as Cataratas do Ruacaná (Cunene), as Fendas da Tundavala e a Serra da Leba (Huíla), o Deserto do Namibe (Namibe), o Morro do Moco (Huambo), a Ilha do Mussulo, o Parque da Quissama e o Miradouro da Lua (Luanda).
Estão ainda, entre as candidatas, o Parque Nacional da Cameia (Moxico, leste), o Parque da Cangandala, as Pedras Negras de Pungo a Ndongo e as Quedas de Calandula (Malange), o rio Cuito (Kuando-Kubango), o rio Kwanza (Bié), o rio Zaire (Zaire) e a reserva florestal do Golungo Alto (Kwanza Norte).
Tambores do Benin
Estudo analisa a música ritualística dos grupos fon e iorubá da África Ocidental
LAURO LISBOA GARCIA | Edição 212 - Outubro de 2013
© ARQUIVO PESSOAL

Grupo de músicos do Benin e seus tambores: livro sobre o tema será lançado em breve
O grupo étnico fon do sul do Benin, África Ocidental, cultiva certo estilo de música ritualística que poucos pesquisadores se dedicaram a estudar. Em 1984, quando era estudante na Alemanha, o professor Marcos Branda Lacerda, do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), decidiu viajar por três meses ao país africano para se debruçar sobre essa cultura, seguindo parcialmente o roteiro apresentado nos livros do fotógrafo, etnólogo e antropólogo francês Pierre Verger, que passou grande parte de sua vida em Salvador. Uma revisão crítica de seu longo trabalho será em breve publicada no livro Música instrumental no Benin – Repertório fon e música batá”, pela Edusp.
Lacerda se concentrou em estudar também a música da população iorubá do Benin, principalmente os nagôs, conhecidos no Brasil. “Viajei por várias cidades e separei um conjunto pouco estudado na época, que era o batá. Tive a oportunidade de entrar em contato com muitos grupos musicais”, conta. “Embora muito citada, a música batá era praticamente desconhecida na literatura musicológica. O próprio Verger se referia aos batás por causa do vínculo com a entidade religiosa Xangô. “Além do grupo fon, escolhi para o estudo os grupos batá de duas cidades”, explica.
O pesquisador diz que há publicações bastante significativas no Brasil sobre pesquisas etnográficas e questões antropológicas afro-brasileiras, além dos trabalhos de Verger, como os estudos de Reginaldo Prandi. Porém, no aspecto etnomusicológico, seu estudo parece não ter precedentes. Na pesquisa de campo, Lacerda interagiu com músicos e parte do material gravado por ele deve acompanhar o livro. “O repertório iorubá que gravei lá já é conhecido. Publiquei há algum tempo um CD pelo Smithsonian Institution, que é muito cultivado pelo pessoal da área. Da população fon foi publicada pela Funarte alguma coisa, mas se esgotou rapidamente.”
© ARQUIVO PESSOAL

Esses estilos são ligados aos cultos religiosos, mas a mesma música fon também está presente em celebrações de caráter institucional e solene. Seria o que os músicos tocariam “caso o presidente do país os visitasse”.
Trata-se de uma música extremamente vinculada às ocasiões em que é originalmente executada, embora alguns elementos se projetem de forma diluída na música africana que é conhecida no mundo. “Os estilos populares buscam antes um enxugamento dessas texturas; esses repertórios não devem ser mantidos de maneira alguma dentro do mesmo espectro estilístico.”
Lacerda trabalhou apenas com a percussão (há no livro quatro fotos para dar uma ideia de como são os tambores e da maneira como são tocados), embora os grupos étnicos pratiquem música para outros tipos de instrumento e para a voz. “A voz é muito importante, mas, por razões estratégicas, dediquei-me às partes musicais conduzidas apenas pelos instrumentos.” O trabalho é dedicado também a questões de ordem teórica e a uma breve apreciação de como a música destes grupos teria influenciado a cultura brasileira, sobretudo na música ritualística dos cultos afro-brasileiros, como o candomblé e outras manifestações similares no Maranhão e no Pará.
Branda optou por restringir sua pesquisa praticamente apenas ao mundo musical africano. Para ele, querer escutar o africano para fazer a ponte imediata com o brasileiro comportaria “um risco intelectual”. “O que se passou na música não é o mesmo que se passou com as religiões afro-brasileiras e, no momento, um paralelo excessivamente detalhado seria um pouco forçado”, explica. “O universo brasileiro é múltipo, de uma complexidade conceitual muito forte e não há possibilidade de uma ponte direta – pelo menos não com a parte ocidental da África”, conclui.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Casa
Brasil-África sob nova coordenação
A Casa Brasil-África (CBA) da
Universidade Federal do Pará (UFPA), está sob nova coordenação. O professor de
bioantropologia Hilton P. Silva, assumiu a direção da CBA em agosto e já
realizou três reuniões com os estudantes africanos para se apresentar e
conhecê-los. A última reunião ocorreu na sexta-feira, 11 de outubro, às 17h, na
Casa Brasil-África para discutir as atividades do mês de novembro, considerado
o Mês da Consciência Negra, e os planos de gestão para o ano de 2014. Participaram
cerca de 20 alunos de diversos países e os planos para o mês de novembro
começaram a ser construídos coletivamente.
A Casa trabalha com estudantes,
professores e representantes de movimentos sociais, e apoia as lutas contra o preconceito
e o racismo que sofrem os africanos e os afro-descentes, bem como possibilita
uma maior visibilidade aos estudos sobre as africanidades, envolvendo ensino,
pesquisa e extensão, desenvolvidos em âmbito acadêmico na UFPA.
Neste primeiro momento a coordenação
está reconhecendo e ouvindo os alunos africanos, informando a eles sobre a Casa
e suas atribuições e, com as diversas reuniões, construindo conjuntamente uma
agenda de trabalho para a CBA e também para a Cátedra Brasil-África de
Cooperação Internacional. A agenda em fase de construção objetiva cumprir as
finalidades da CBA no curto, médio e longo prazo.
Cátedra
Brasil-África: A Cátedra Brasil-África de Cooperação
Internacional da UFPA está ligada a Casa Brasil-África e visa colaborar para a
ampliação do intercâmbio entre a Amazônia e a África através de atividades
científicas e culturais, incentivo a pesquisas sobre a África e a diáspora
africana em todas as suas dimensões e apoio aos movimentos negros no Brasil e
na África. No momento a Cátedra está articulando convênios com entidades
similares em diversos países africanos.
Casa
Brasil-África – A Casa Brasil-África surgiu por meio de
uma parceria da UFPA com o Grupo de Estudo Afro-Amazônico, em 2006, objetivando
dar maior visibilidade aos estudos sobre a África e a ancestralidade africana
no Brasil, envolvendo ensino, pesquisa e extensão. A CBA, que é vinculada a
Pró-reitoria de Relações Internacionais da UFPA - PROINTER, organiza eventos e
atividades mostrando que a diversidade cultural daquele continente merece ser
conhecida e respeitada, e as tradições da África no Brasil precisam ser
valorizadas. Além disso, a CBA tem por finalidades apoiar os estudantes
africanos na UFPA, promover o intercâmbio científico, técnico e cultural entre
a UFPA e instituições dos países do Continente Africano, estimular e divulgar
cursos de graduação e pós-graduação sobre temas voltados para a problemática
dos países africanos e que estudem questões referentes aos afrodescendentes,
entre outras ações de fomento ao engajamento Brasil-África.
CBA está localizada no Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará, Campus do Guamá,
Belém. O secretário bolsista da Casa é o Duterval Jésuka. O telefone da CBA é
(91) 3201-8365, e-mail é casabrasilafrica@gmail.com
e nosso blog é http://casaafricabrasil.blogspot.com.br/
Com a colaboração de Beatriz Santos-
Assessoria de Comunicação da UFPA
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Novo diretor da Casa Brasil-África reúne-se com estudantes nesta sexta-feira
A Casa trabalha com estudantes, professores e representantes de movimentos sociais e apoia as lutas contra o preconceito e o racismo, bem como de possibilitar uma maior visibilidade aos estudos sobre as africanidades, envolvendo ensino, pesquisa e extensão, desenvolvidos em âmbito acadêmico.
O novo diretor, professor Hilton Pereira, explica que, neste primeiro momento de sua gestão, a reunião torna-se importante porque “estamos inicialmente reconhecendo e ouvindo os alunos africanos, informando a eles sobre a Casa e suas atribuições e, com reuniões como esta, construindo, conjuntamente, uma agenda de trabalho para a Casa e também para a Cátedra Brasil-África de Cooperação Internacional. A agenda em construção objetiva cumprir as finalidades da CBA em curto, médio e longo prazo”, disse.
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Casa Brasil-África – A Casa Brasil-África surgiu por meio de uma parceria da UFPA com o Grupo de Estudo Afro-Amazônico, em 2006, objetivando dar maior visibilidade aos estudos sobre a raça negra, envolvendo ensino, pesquisa e extensão, desenvolvidos em âmbito acadêmico. A casa, que é vinculada à Pró-Reitoria de Relações Internacionais da UFPA (Prointer), organiza eventos de fomento, como palestras e sessões de cinema, com filmes africanos, mostrando que a cultura deste continente precisa ser respeitada e as tradições da África, no Brasil, precisam ser valorizadas.
Além disso, a CBA tem por finalidades promover o intercâmbio Científico, Técnico e Cultural entre a UFPA e as instituições dos países do Continente Africano, estimular e divulgar cursos de graduação e pós-graduação sobre temas voltados para a problemática dos países africanos, que estudem questões referentes aos afrodescendentes entre outras ações de fomento ao engajamento Brasil-África.
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Serviço:
Reunião com nova diretoria CBA-UFPA
Data: 11 de outubro de 2013
Hora: 17h
Local: Casa Brasil-África, localizada no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA, Campus do Guamá, Belém.
Mais informações pelo Telefone: (91) 3201-7467, ou via e-mail: csbrasilafrica@ufpa.br
Texto: Beatriz Santos- Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Alexandre Moraes e Divulgação
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
África do Sul pode perder o título de maior economia de África
Após as várias greves que vêm a acontecer ao longo do ano dos mineiros de ouro e platina, a economiasul-africana está “tremida”. A última greve aconteceu na mina de ouro Harmony Gold em Joanesburgo. Foram mais de 15 mil trabalhadores que baixaram as suas ferramentas e paralisaram a mina, exigindo a remoção da sua liderança sindical local e pedindo bónus livres de impostos. A paralisação aconteceu exactamente um ano depois de uma greve mortal ter sido lançada na mina de plantina em Lonmin´s Marikana Johanesburgo, que deixou 34 mortos.
Uma greve prolongada na indústria do ouro da África do Sul prejudicaria a maior economia da África.
A onda de greves que varrem o sul da África, vai desvalorizar o Rand nos próximos quatro anos, o que levantou preocupações de desaceleração do crescimento. As paralisações na indústria automobilística e no sector da construção já vêm pondo a economia em dificuldades e o encerramento de minas de ouro poderia prejudicar uma indústria que produziu já um terço do ouro do mundo, mas está em rápido declínio nas duas décadas.
Os economistas dizem que a economia da África do Sul, que já sofre de crescimento lento e alta taxa de desemprego, não se pode dar ao luxo de fechar a indústria do ouro.
O trabalho e a gerência são pólos à parte em salários, com a União Nacional de Mineiros, dominante, em busca de aumentos de 60 por cento para os mineiros de nível profissional e o seu rival mais intransigente, a Associação da União de Construção e Mineiros, a reivindicar aumentos de 150 por cento.
Os empregadores dizem que eles não conseguem suportar esses valores devido ao acréscimo dos custos e aos preços deprimidos. O resultado é cortes de emprego, mais desassossego e aumento de greves no sector mineral.
A empresa de gestão de recursos humanos, Adcorp, prevê perdas de emprego de 140 mil em toda a indústria de mineração ao longo dos próximos três anos. A maioria dos 80 mil mineiros em todo o sector que vem fazendo greves já aceitou uma oferta salarial de 8 % e voltou ao trabalho. Mas os trabalhadores das minas da Harmony Gold do Estado Livre central e das províncias a noroeste do Cabo estavam à espera de um melhor acordo. O sindicato dos mineiros vem exigindo um aumento de 60%. Os empregadores tinham oferecido 6% a mesma que a taxa de inflação. Os responsáveis da mina Harmony Gold disseram que os seus funcionários já aceitaram o acordo de pagamento, tal como noticiou a agência de notícias AFP.
A indústria de ouro da África do Sul é uma das maiores do mundo. Mas vem caindo a pique nos últimos anos, enquanto o sector de platina ainda está a recuperar da violência ocorrida durante as greves do ano passado.
No entanto, a mineração ainda é o sector mais importante da economia da África do Sul. Os minerais e metais contam cerca de 60% de todas as receitas de exportação, a mineração contribui em cerca de 10% para o PIB da África do Sul, sendo que 513.211 empregos foram criados no sector em 2011. A África do Sul é a maior produtora de platina do mundo , com 80% das reservas mundiais, tendo 50% das reservas mundiais conhecidas de ouro segundo informação da Câmara de Minas Sul Africanas.
Por muitos anos, a África do Sul foi, de longe, o maior produtor mundial de ouro, mas agora é o quinto maior, com apenas 6% da produção mundial. A União Nacional de Mineiros (NUM) representa cerca de 64% dos 120 mil garimpeiros da África do Sul.
Qual seria o país da África que poderá beneficiar e assumir a posição de maior economia da Africa? A Nigéria está na liderança para lutar pelo título contra a África do Sul.
O que irá acontecer se a Nigéria reenvindica este título? Será que isso afectaria a adesão dos Brics na África do Sul, e será que a Nigéria se tornará o parceiro preferencial da África para o Brasil, Rússia, Índia e China? Muitas são as perguntas e parece que somente os mineiros ficam com esse poder da decisão continuando ou não com as greves.
Ediana Miguel Cidade do Cabo, África do Sul
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
• • atualizado às 18h17
Interior do Brasil guarda vestígios mais antigos do homem americano

Os vestígios mais antigos de habitantes das Américas remontam a 50 mil anos e teriam vindo da África. Assim afirma a arqueóloga franco-brasileira Niede Guidon, que dedicou sua vida a pesquisar a Serra da Capivara, no Piauí, repleta de pinturas rupestres e celebrada em uma exposição em Brasília.
"Dificilmente exista um sítio com concentração tão grande arte rupestre", declarou à AFP a arqueóloga de 80 anos que desde os anos 1970 chefia a missão franco-brasileira que realizou as grandes escavações no parque situado no interior do Piauí.
Antiga fronteira entre as florestas amazônica e atlântica, a Serra da Capivara atraiu uma civilização de caçadores e coletores que deixou um incrível acervo de arte no local.
Cenas de animais, cerimônias, representações de caça, luta e até a vida sexual desses antigos povoadores americanos foram eternizadas em pinturas rupestres em 940 sítios arqueológicos situados entre os impressionantes cânions da Serra.

O primeiro vestígio humano - restos de carvão de fogueiras estruturadas - data de mais de 50.000 anos, explicou Guidon, filha de pai francês e nascida em São Paulo. "Até hoje é a data mais antiga" de vestígios humanos nas Américas, destacou. A teoria é de que teriam chegado da África.
A representação de arte rupestre mais antiga da Serra tem 29 mil anos, "isto é, quando começava na Europa e na África, começava aqui também. A pedra polida, com lascas, e a cerâmica", afirmou, orgulhosa.
As descobertas nesta serra ajudaram a questionar a teoria tradicional de que o homem teria chegado das Américas há 12 mil anos, vindo da Ásia, cruzando o estreito de Bering rumo ao Alasca.
Outros sítios nas Américas, como Valsequillo no México e Monte Verde no Chile, com indícios de populações com dezenas de milhares de anos, levaram os arqueólogos a supor que os moradores das Américas chegaram por várias vias e em várias épocas, explicou à AFP a arqueóloga Gisele Daltrini Felice.
A "Serra da Capivara" foi declarada Patrimônio da Humanidade em 1991 pela Unesco, mas apenas alguns milhares de turistas a visitam a cada ano.
"Depois de muito esforço, temos 20 mil visitantes por ano. Qualquer patrimônio da Humanidade recebe milhões, e nós estamos preparados para receber milhões", explicou Guidon, desanimada com a falta de recursos para promover o imenso parque, próximo à cidadezinha de São Raimundo Nonato, que há anos tenta concluir a construção de um aeroporto.

Uma centena de peças do sítio arqueológico estão expostas desde quarta-feira em Brasília: cerâmicas, pinturas, restos de flechas e de animais extintos como a mandíbula de uma preguiça-gigante e restos do haplomastodonte, um parente do elefante.
"A ideia é promover um turismo cultural, histórico e natural que pode ajudar o desenvolvimento de áreas próximas aos grandes parques do Brasil, e especialmente a Serra da Capivara, que tem as infraestruturas mais modernas", com 172 sítios para visitar, uma natureza exuberante, um grande museu e laboratórios avançados, mas ainda pouco conhecido, explicou Jerome Poussielgue, encarregado de cooperação da delegação da União Europeia (UE).
A UE patrocina a exposição e um ciclo de conferências com a Unesco, o Instituto de Parques e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico brasileiros.
Guidon lembrou que o interior do Piauí é uma região extremamente pobre que ganharia muito com o turismo. A fundação que lidera as pesquisas no parque impulsiona projetos de desenvolvimento - como uma fábrica de cerâmica que reproduz as pinturas rupestres - que dão prioridade às mulheres.
"Queríamos ajudar o desenvolvimento de uma região onde as mulheres sofrem uma violência enorme", disse Guidon. Hoje as guaritas de acesso ao parque são guardadas por mulheres.
Saudação quilombola ao povo brasileiro.
Nós, quilombolas, somos os herdeiros de Zumbi dos Palmares, um
dos grandes heróis da história do Brasil. Somos ainda herdeiros de muitos outros heróis que perderam a vida em busca dos nossos
sonhos. Mas temos muito mais do que nos orgulhar. Nos orgulhamos da nossa história de luta e resistência. A luta pelo
direito fundamental ao território e pelo reconhecimento da nossa
identidade quilombola. Com nossa terra garantida, todos os demais direitos passam a ser respeitados e podemos viver com autonomia
e dignidade. Com direito à terra, nossos filhos podem crescer ao
nosso lado e contribuir para o fortalecimento da nossa comunidade
sem serem expulsos para as cidades, onde a violência e o racismo
são graves ameaças a todo jovem negro. Temos orgulho das nossas tradições culturais, das heranças dos antepassados que formam nossa identidade e contribuem para a
diversidade cultural brasileira. Nossas festas, danças, crenças, culinária e outras formas de expressões culturais são um patrimônio
do qual não abrimos mão e, temos certeza, torna o Brasil um país ainda mais rico. Também prezamos pelo nosso modo de vida tradicional, as formas
com as quais manejamos o território e nos relacionamos em favor do coletivo. Nosso manejo da terra se baseia no respeito ao meio
ambiente e na valorização da biodiversidade. A contribuição dos quilombolas para o Brasil inclui a produção de alimentos saudáveis para o consumo dentro e fora de nossas comunidades.Os territórios quilombolas contribuem para a preservação ambiental e isso é um serviço fundamental que prestamos para o Brasil e para
o mundo. Nesse momento em que o planeta enfrenta a maior crise
ambiental de todos os tempos, com as mudanças climáticas, é hora
de termos nossos conhecimentos tradicionais e modo de vida
valorizados. Ao longo da nossa luta conquistamos muitas vitórias, mas ainda
falta um longo caminho de justiça social para as mais de 5 mil comunidades quilombolas existentes em todo o Brasil. Apenas 172
delas estão tituladas e, ainda assim, muitas delas enfrentam
problemas de regularização fundiária. Isso tem que mudar. Não
apenas por uma questão de Justiça, mas da própria preservação
ambiental, riqueza cultural e garantia de alimentos para todos. Fomos arrancados de nossas terras na África e transformados em
escravos no Brasil. Conquistamos a liberdade com muito sangue
derramado e o direito a terra é nossa principal luta. Vamos perseverar até conquistarmos todos os nossos direitos. Porque o Brasil também é quilombola!
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas
Contato: conaqadm@gmail.com
Nós, quilombolas, somos os herdeiros de Zumbi dos Palmares, um
dos grandes heróis da história do Brasil. Somos ainda herdeiros de muitos outros heróis que perderam a vida em busca dos nossos
sonhos. Mas temos muito mais do que nos orgulhar. Nos orgulhamos da nossa história de luta e resistência. A luta pelo
direito fundamental ao território e pelo reconhecimento da nossa
identidade quilombola. Com nossa terra garantida, todos os demais direitos passam a ser respeitados e podemos viver com autonomia
e dignidade. Com direito à terra, nossos filhos podem crescer ao
nosso lado e contribuir para o fortalecimento da nossa comunidade
sem serem expulsos para as cidades, onde a violência e o racismo
são graves ameaças a todo jovem negro. Temos orgulho das nossas tradições culturais, das heranças dos antepassados que formam nossa identidade e contribuem para a
diversidade cultural brasileira. Nossas festas, danças, crenças, culinária e outras formas de expressões culturais são um patrimônio
do qual não abrimos mão e, temos certeza, torna o Brasil um país ainda mais rico. Também prezamos pelo nosso modo de vida tradicional, as formas
com as quais manejamos o território e nos relacionamos em favor do coletivo. Nosso manejo da terra se baseia no respeito ao meio
ambiente e na valorização da biodiversidade. A contribuição dos quilombolas para o Brasil inclui a produção de alimentos saudáveis para o consumo dentro e fora de nossas comunidades.Os territórios quilombolas contribuem para a preservação ambiental e isso é um serviço fundamental que prestamos para o Brasil e para
o mundo. Nesse momento em que o planeta enfrenta a maior crise
ambiental de todos os tempos, com as mudanças climáticas, é hora
de termos nossos conhecimentos tradicionais e modo de vida
valorizados. Ao longo da nossa luta conquistamos muitas vitórias, mas ainda
falta um longo caminho de justiça social para as mais de 5 mil comunidades quilombolas existentes em todo o Brasil. Apenas 172
delas estão tituladas e, ainda assim, muitas delas enfrentam
problemas de regularização fundiária. Isso tem que mudar. Não
apenas por uma questão de Justiça, mas da própria preservação
ambiental, riqueza cultural e garantia de alimentos para todos. Fomos arrancados de nossas terras na África e transformados em
escravos no Brasil. Conquistamos a liberdade com muito sangue
derramado e o direito a terra é nossa principal luta. Vamos perseverar até conquistarmos todos os nossos direitos. Porque o Brasil também é quilombola!
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