terça-feira, 20 de maio de 2014


Atividades da Casa Brasil-África do mês de Maio
  1. Exposição de Antropologia Visual “África: Olhares Curiosos”, com curadoria e fotografias do prof. Dr. Hilton P. Silva (Casa Brasil-África/UFPA), apoio SEDUC e  PROEX.
    - Dias 19 a 23/5 das 9 às 17h, Local: Hall da Reitoria da UFPA.

  2. Roda de Conversa com a Profa. Dra. Zélia Amador de Deus (ICA/UFPA) alusiva à promulgação da Lei Áurea, sobre escravidão, abolição e diversidade étnico-racial no Brasil contemporâneo.
    - Dia 21/5 às 15h, local: Sala de Audiovisual do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo.

  3. Apresentação musical “Cesária Évora, Música e Identidade de Cabo Verde”, coordenada por Tânia Carlice dos Reis (Cabo Verde).
    Dia 22/5 às 18h, local: Sala de Audiovisual do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo. 

  4. Seminário “Conhecendo São Tomé e Príncipe” coordenado pelos alunos de São Tomé e Príncipe. Data e local a ser anunciados.

  5. Apresentação dialogada com o Prof. Dr. Dionísio Poey Baró (Cuba e IFCH/UFPA) sobre “Os Vínculos dos Movimentos de Libertação Nacionais Africanos com o Movimento Revolucionário Internacional durante as Décadas de 1960 e 1970”.
    Dia 22/5 às 17h, Local: Sala de Audiovisual do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo.

  6.  Palestra “Norte da África, Africanidade ou Islamismo Árabe: Para Além das Ambiguidades Identitárias” com o Prof. Dr. Cauby Monteiro (IFCH/UFPA).
    Dia 23/5 às 9h, local: Sala de Leitura do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo.

  7. Roda de Conversa com a Profa. Dra. Jacqueline Serra-Freire (UNILAB/CE) sobre a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira e as pesquisas em países africanos da CPLP.
    Dia 23/5 às 17:30 h, local: Sala de Audiovisual do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo.

  8. Exposição e Degustação de Músicas, Danças e Comidas Africanas, coordenada por Keyla Delgado (Cabo Verde).
    Dia 23/5 às 19h, Local: Sala da Congregação do IFCH.
Haverá certificado de participação com carga horária para quem tiver freqüência em pelo menos 75% das atividades. Não há necessidade de inscrição prévia.

quarta-feira, 26 de março de 2014






 
 
As questões relacionadas ao universo da fé da comunidade negra têm instigado mais e mais a um aprofundamento das compreensões do lugar das africanidades no cotidiano da vida do povo negro na sociedade brasileira. Os elementos da ancestralidade subjazem no modo do povo brasileiro organizar e expressar sua dimensão religiosa.  Os preconceitos e o racismo, no entanto, influenciam decisivamente no processo de repulsa, marginalização e exclusão dos aspectos indenitários relacionados à religiosidade africana ou afro-brasileira.  Para tal importante considerar o crescimento nos últimos anos dos atos de intolerância contra as religiões de matriz africana. 
Os dilemas colocados na contemporaneidade demonstram que o jeito de conceber religião, à luz dos determinismos da cultura europeia dificulta à vivência das múltiplas facetas da religiosidade presente no Brasil. A lógica dualística da exclusão necessita dar lugar a outra lógica, a da complementariedade. 
O Seminário Africanidades e Fé: Dialogo de Convergência! É um projeto dos Agentes de Pastorais Negros do Brasil (APNs) em parceria com diversos atores nas varias regiões do País.
O Seminário “Africanidades no cotidiano da vida religiosa” tem por objetivo resgatar a importância e o papel das africanidades no cotidiano das religiões e sua impecabilidade nos direitos humanos, formação social, cultural e indenitário das pessoas, refletindo sobre estratégias de valorização da diversidade religiosa e de combate e enfrentamento à intolerância no Brasil, a fim de produzir subsídios críticos e didáticos para a formação de novas lideranças, estudantes e contribuir para o surgimento de novas pesquisas no Brasil. 
Publico alvo: pesquisadores, religiosos, lideranças negras e estudantes. 
Programação
 
Quinta- Feira 27/Mar
14:00 Credenciamento- acolhida 
15:00 Abertura com mística inter-religiosa e Homenagens 
16:30 Mesa de abertura (convidados)
17h00min Palestra de Abertura: Africanidades e Fé: Caminhos de Dialogo e Convergência!
Palestrante: Ivanir dos Santos (CEAP/RJ)
          Pe. Clovis Cabral (Reitor da PUC/PE) 
Coordenação da Mesa: Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos
18:00 Apresentação Cultural: Afoxé Italemi Sinavuru 
 
Sexta-feira  28/Mar
 
MANHA
09:00 Abertura 
09:15 Mesa: Ancestralidade  e práticas  de fé na Amazônia 
 Mametu Nangetu – (Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social) 
Prof. Domingos Conceição – (Mocambo/UFPA)
Coordenadora da Mesa: Marilu Campelo (UFPA)
09:45 Debate
10:15 Lanche
10:30 Mesa: Horizonte de respeitabilidade no contexto da diversidade cultural e religiosa no Brasil
Prof. João Batista Botelho (IFMA/MA)
Dr. Edson Katende (OAB/PA)
Coordenadora da Mesa: Mãe Adenilza (Associação Afro-religiosa Xango Ayra) 
11:30 Debate
12:00 Almoço
 
TARDE
14:00 Mesa: Terreiros e significância no fortalecimento da identidade negra e dignidade humana
Makota Valdina  (BA)
Edgar Amaral – Coordenador da Comissão de População Negra, Povos e Comunidades Tradicionais do CONSEA
Coordenador da Mesa: Nuno Coelho (Coordenador Nacional dos APNs)  
15:30 Debate
15:45 Mesa: Beber da fonte das Africanidades 
Profª  Darci da Penha Pereira (APNs/RJ) 
Ir. Clenilda (GRENI)
Coordenador(a):  (a confirmar)
 16:30 Debate 
17:00 Mesa de Encerramento 
Local: Sede da OAB-PA em Belém.
Realização: 
Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) e Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos 
Apoio:  OAB/PA – UFPA


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

EXPOSIÇÃO NÓS DE ARUANDA

A partir do dia 7 de março de 2014, começará a segunda versão da exposição Nós de Aruanda na galeria de arte Theodoro Braga na Fundação Tancredo Neves (CENTUR). Assim como na primeira exposição, realizada em 2013, o projeto visa a inserção e legitimação dos artistas de terreiro no circuito artístico de Belém e de todo o estado do Pará.
Com realização e curadoria do Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé (GEP), essa segunda edição da exposição reúne 50 artistas de vinte terreiros, incluindo coletivos como o AFAIA, Grupo Bambaré e o Coletivo Corpo Sincrético que apresentam como obras: esculturas, performances, intervenções urbanas, fotografia, música, entre outras linguagens.
Entre as motivações do trabalho do GEP – Roda de Axé, busca-se “a resistência pelo direito à consciência do sagrado de Povos Tradicionais de Terreiros de Matriz Africana no Pará em exposição coletiva, onde esperamos contemplar a diversidade dessa produção periférica, como um discurso afirmativo do protagonismo afro-amazônico na produção de poéticas visuais”. E por essa razão, todo o processo de construção está baseado no respeito à coletividade e na valorização da diversidade, bem como o esforço em tirar do anonimato e do silenciamento, a luta de mulheres negras e afro-religiosas, como a história de Mãe Doca, a homenageada da exposição.

A homenageada
Mãe Doca é Nochê Navakoly, maranhense de Codó cujo nome de batismo civil era Rosa Viveiros, iniciada nas tradições afro-brasileiras pelo africano ManoelTeuSanto, seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Por cultuar divindades africanas e preservava as tradições de matriz afoamazônica, Mãe Doca foi presa diversas vezes na década de 1890, quando a abolição já havia sido declarada. E apesar de toda a violência sofrida, Nochê Navakoly jamais desistiu de manter aberto em Belém oTerreiro de Tambor de Mina, lugar sagrado onde mantinha preservadas as tradições de suas origens.

A origem do projeto
O professor e pesquisador Arthur Leandro (Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará), o Tata Kinamboji, recorda que no ano de 2008 quando saía com seus irmãos de santo de uma cerimônia realizada no Forte do Castelo em Belém, convidou-os para verem sua obra exposta no Museu da Casa das 11 Janelas, mas o grupo manifestou que aquele espaço não seria um lugar para o povo de terreiro
Afirma o professor que, “todo o movimento de realizar essa exposição é também um projeto político para mostrar ao povo de terreiro que qualquer lugar é lugar pra gente e que quem faz nossos lugares somos nós, que depende de nós a nossa legitimação nesses espaços que até então eram únicos e exclusivamente de deleite da elite”.
Foi então que em 2011 durante as aulas do curso de especialização em Saberes Africanos a Afrobrasileiros na Amazônia do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos da Universidade Federal do Pará (GEAM/UFPA), surgiu a ideia da exposição, efetivada em 2013 e mantida em 2014.

Programação
Além da exposição, acontecerão:  Rodas de conversa com artistas e pesquisadores nos dias 14, 21 e 28 de março. Sempre às 15h. Performances no dia 6 de março com Bruno B.O. (Hip­hop), Carlos Cruz (performance de rua) e Nazaré Cruz (tranças e moda afro). Dia 14 de março com o Coletivo Corpo Sincrético (O corpo trai), Zezinho do Mocambo (Corporeidade). Dia 21 de março com Alan Fonseca e Sttefane Trindade (A cabaça de Anansy) e Ekedy Janete. Dia 28 de março com o coletivo AFAIA, Grupo Bambarê (Griot) e Duda Souza (Um (en)canto de Oxum). Sempre a partir das 18h. Exibições da Rede de Cineclubes de Terreiro/ PARACINE nos dias 11 de março, 18 de março e 25 de março, a partir de 16h.


Serviço: Exposição Nós de Aruanda de 7 a 25 de março de 2014, na Galeria Theodoro Braga | Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves | Endereço: Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo. Belém (PA). | Telefone: (91) 3202-4313O acesso é gratuito e horário de funcionamento da Galeria é de 9h às 18h, exceto às segundas-feiras. Confira a programação completa no blog http://afroamazonico.blogspot.com.br/

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